Os crimes de trânsito no cotidiano de Redenção

Highslide JS
Dr. Alex Cristiano
Advogado

É comum afirmar que uma sociedade pode ter seu nível de desenvolvimento medido por seus hábitos e costumes. E, nos dias atuais, não se pode negar que o trânsito - com as características que conhecemos - é uma exteriorização dos hábitos da sociedade moderna.
De modo que em Redenção, condutas vedadas e punidas pela legislação que o regula desenham o cotidiano, ou seja, vemos com uma naturalidade preocupante nossos pares cometerem desde pequenas infrações até graves crimes de trânsito.

Mas que fatores contribuem para a construção de tal cenário? Seria a ausência do Estado na fiscalização e punição dos infratores? Ou, ainda, a ausência da família na formação do individuo?
As respostas aceitáveis para o problema podem ser várias a depender do ponto de vista adotado para a crítica. Não pretendemos, portanto, esgotá-las nem, tampouco, chegar a uma fórmula milagrosa para tornar o trânsito de nossa cidade humanamente aceitável. Mas podemos arriscar alguns palpites.
Quando nos deparamos com um cenário de caos que beira à anarquia logo o atribuímos à ausência do Estado. Ou seja, se os crimes e infrações de trânsito integram nosso cotidiano a “culpa”, por assim dizer, é do Município a quem cabe a obrigação de implementar a sinalização adequada, fiscalizar sua observação bem como punir àqueles que a infligir. De forma que a inexistência dessas ações contribui sobremaneira para o que vivenciamos do romper da aurora à formação do crepúsculo: um trânsito que nos classifica como uma sociedade com pouco ou nenhum desenvolvimento sócio-cultural.

Mas o fator acima (ausência do Estado) não pode ser aceito como única ou mesmo principal fonte do problema. Isto porque tanto a sociedade como próprio trânsito são formados por indivíduos cujo caráter é formado no seio da família. Ou seja, se a célula familiar falha na formação do ser humano, que valores poderemos esperar que ele respeite enquanto cidadão? Que atitudes podemos esperar dele no trânsito?

Ora, não raramente deparamos com menores “pilotando” suas máquinas nas ruas de nossa cidade. Fazem da condução do veículo uma espécie de expressão corporal de auto e afirmação perante seus pares. Disso resultam acidentes tão mais comuns quanto as poucas boas notícias publicadas em nossos meios de comunicação. Todos os dias, temos jovens saudáveis e bonitos substituídos por incapazes, temporária ou definitivamente, deformados, quando não morrem. Lotam as filas dos hospitais e cooperam para as estatísticas nacionais de mortes violentas no trânsito, que tanto nos envergonham.

Onde esteve a família na formação daquele jovem? Não será surpresa alguma se ela (família) culpar Estado por ter sido ausente em não fiscalizar e punir. Ou seja, nos dias atuais a família – célula fundamental da sociedade - prefere terceirizar a formação do caráter de seus filhos; acredita que tal papel cabe às escolas, tão somente. Assim se o jovem tem livre acesso a veículos motorizados e comete – rotineiramente – crimes e infrações de trânsito a culpa é do Estado e da escola, dirá a família.

Não devemos esquecer, no entanto, que o jovem cresce e amadurece. E se teve seu caráter formado por uma família falha, ausente, não se poderá esperar muito dele enquanto cidadão. Continuará cometendo crimes e infrações de trânsito com a naturalidade com que se alimenta todos os dias. Isto porque desde sua formação, aquilo faz parte do seu cotidiano, assim como foi do cotidiano de seus pais e será de seus filhos.

Mas nem tudo está perdido. A banalização dos crimes de trânsito em nossa cidade (e seus arredores), em que pese os diversos danos já causados, não levará a sociedade à extinção ou mesmo a um colapso existencial. Pois a história tem mostrado que, felizmente, o homem tem evoluído com seus erros mais freqüentes, principalmente quando suas conseqüências são mais visíveis.

A família, a sociedade e o Estado estão cumprindo – ainda que a passos lentos – os seus papéis com o fim de retirar do cotidiano de Redenção os crimes e infrações de trânsito. E aqui e inegável, também, a importância das auto–escolas, às quais cabe o papel na boa formação de condutores que saibam reconhecer o seu papel no trânsito fazendo dele mais seguro e, acima de tudo, nunca esquecendo que no veículo ao lado há outro ser humano.
 
 
 
 
|   Home   |   A Empresa   |   Atendimento Serviços   Frota    Inscrição    Links      Placas    Localização  |   Contatos  |
 
© Direitos Reservados - C.F.C. REDENÇÃO - Centro de Formação de Condutores - Auto Escola - Redenção / Pará - AG Brasil - Soluções WEB